Esta publicação foi escrita por Sandra Naranjo Bautista , CEO e fundadora da Better Govs , uma plataforma global para compartilhar ideias, ferramentas e recursos para implementação eficaz de políticas.
- O problema: Relatórios políticos ruins são a ruína da vida dos servidores públicos.
- Por que é importante: Um bom briefing de políticas é uma oportunidade de influenciar políticas e efetuar mudanças.
- A solução: seja intencional. Comece com o seu objetivo em mente e reserve um tempo para prepará-lo bem. Estas diretrizes o colocarão no caminho certo.
Um briefing de política permite que você formule e influencie políticas. É assim que você consegue fazer com que suas ideias políticas sejam divulgadas. A clareza, o tom e a precisão das suas palavras permitirão que você contribua para resultados políticos positivos, mesmo que não seja o tomador de decisões. Como elaborar o briefing de política perfeito?
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Antes de escrever qualquer coisa, pergunte-se por que precisa ser escrito e o que você quer que o Ministro faça. Os melhores briefings de políticas são aqueles que são necessários e têm um propósito. Comece por aí.
As três perguntas que um briefing político persuasivo deve responder
Para que serve? Este é o propósito ou a intenção do resumo que você está escrevendo. Pode ser para informar sobre uma questão, recomendar uma linha de ação ou informar um ministro antes de uma entrevista ou reunião. Mantenha esse objetivo em mente como o norte do seu documento.
Por que é importante Um ministro recebe vários documentos diariamente. Por que ele deveria se importar com este resumo específico? Por que é importante para ele? Não para você. Responder a estas perguntas o colocará na mentalidade certa e o ajudará a ser persuasivo e prestativo.
Planeje sua estrutura e comece com o mais importante: a recomendação. Vá direto ao ponto. Se houver urgência, diga-a explicitamente, indicando prazos e um motivo para agir até essa data. Se for necessário tomar alguma medida, argumente o motivo e apresente evidências para fundamentar sua argumentação.
O que vem a seguir? (O mais importante) É isso que você quer que o ministro faça e o principal motivo pelo qual ele deve ler o seu resumo. A ação a ser tomada deve ser claramente declarada na recomendação no topo do documento (veja os modelos para orientação aqui ).
Três erros comuns a evitar
Fornecer muita ou pouca informação. Essa é uma tensão comum ao redigir um briefing de política. Já estive dos dois lados, escrevendo e lendo briefings. Se for muito longo, o ministro perderá o ponto principal. Se for muito curto, o decisor pedirá mais detalhes.
Como regra geral, quanto menor, melhor. O ideal é um quadro de recomendações dentro de uma página com informações relevantes e anexos, se necessário. Parafraseando Antoine de Saint-Exupéry, o "tamanho certo" não é alcançado quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada a ser retirado.
Partindo do princípio de que a pessoa que está lendo o documento sabe tudo. Forneça contexto suficiente e relevante para o ponto que você deseja abordar. Lembre-se de que este seria um dos muitos documentos que o ministro teria que ler. Partindo do princípio de que você tem conhecimento geral dos assuntos, mas não com o nível de detalhes que você possa ter. Uma sinopse é tudo o que é necessário. Limite seu texto a questões políticas de alto nível, considerando as dimensões políticas de sua recomendação (volte ao triângulo estratégico como ponto de referência).
__Ser ambíguo__ Assuma o que diz. Tenha certeza de que está fazendo tudo da melhor maneira possível. Forneça todas as informações relevantes para a tomada de decisão de forma clara (evite jargões), objetiva e sucinta. Seja específico em sua recomendação sobre o melhor curso de ação e mantenha-a.
Como estruturar um briefing de política persuasivo
Comece com a recomendação. Ela deve ser autoexplicativa para que, se nada mais for lido, o ministro saiba exatamente o que fazer, por que e quando.
A ata conterá mais informações para sustentar a recomendação. Forneça contexto à questão, defina o escopo do problema, discuta alternativas políticas e apresente recomendações mais detalhadas sobre um curso de ação. Lembre-se de que este não é um sumário do anexo. É a essência do que você está dizendo. Os anexos fornecerão detalhes adicionais, se necessário, mas pressupõem que não serão lidos.
Para facilitar, preparei alguns modelos que podem ajudar você a estruturar seus briefings de políticas e fornecer orientações sobre como comunicar ideias-chave. Também adicionei recursos adicionais que podem ser úteis. — Sandra Naranjo Bautista
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(Crédito da imagem: Unsplash)
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