Este post foi escrito por Evisson Fernandes de Lucena, Gerente de Inovação Aberta, Prefeitura do Recife, e Breno Alencar Gonçalves, Diretor de Governança e Inovação Aberta, EMPREL – vencedores do prêmio Apolitical's Global Public Service Team of the Year 2022 na categoria 'Digital Innovators' .


  • O problema: Recife precisava de políticas públicas para se tornar uma cidade de inovação aberta.
  • Por que é importante: é importante implementar políticas para abrir a inovação para os cidadãos e resolver os desafios públicos.
  • A solução: A EITA! Criou-se o movimento Recife, um profundo processo de transformação cultural no município para mudar o paradigma de como fazer inovação aberta no serviço público .

A EITA! Programa Recife , abreviatura de 'Esquadrão de Inovação e Transformação Aberta' ou 'Esquadrão de Inovação e Transformação Aberta', é um movimento criado pelo governo da cidade para promover uma mudança cultural no serviço público e apoiar a implementação de políticas de inovação aberta.

Recife, capital de Pernambuco, é conhecida por sua próspera indústria de tecnologia, impulsionada pelo sucesso do polo tecnológico Porto Digital. No entanto, o governo da cidade reconheceu a necessidade de políticas mais eficientes e eficazes de fomento à inovação aberta, a fim de transformar verdadeiramente o Recife em uma cidade aberta à inovação. É aqui que o EITA! Entra em cena o programa Recife, com o objetivo de enfrentar os desafios públicos por meio da inovação aberta e do engajamento do cidadão .

Fazendo a mudança real acontecer

A EITA! O movimento Recife vem trabalhando na implementação de um macroprocesso que começa com a identificação de desafios, captação de recursos, lançamento de ciclos de inovação e gestão do processo de inovação. Isso é feito por meio de quatro trilhas: Ciclos de Inovação (utilizando o marco legal de startups, LC 182), Parcerias Acadêmicas, Hackathons e Living Labs.

O programa abrange todos os funcionários da Administração direta e indireta da Prefeitura do Recife, além de todo o ecossistema nacional de inovação. Nesse sentido, podemos destacar parques tecnológicos, startups, empresas públicas e privadas, outros órgãos públicos, universidades, faculdades, estudantes e empreendedores.

É claro que investir em inovação aberta pode trazer benefícios econômicos e sociais significativos para a cidade e seus cidadãos.

A EITA! Recife está se consolidando como um importante polo público de inovação no país. Por exemplo, Recife foi a primeira cidade do país a assinar de uma vez, decorrentes de um ciclo de inovação, utilizando o novo Marco Legal das Startups, seis contratos públicos de inovação, com investimento estimado no primeiro ano de R$ 5,4 milhões.

Mostrando resultados

Em menos de um ano, o movimento já alcançou resultados marcantes como: seis CPSI's (Contratos Públicos de Inovação) assinados envolvendo startups, quatro soluções aceleradas, 10 soluções aprovadas para experimentação no Living Labs Recife, Sandbox Regulatório, Living Labs Recife (EITA Labs ), Política de Inovação Aberta com OKR (Objectives and Key Results), Gestão de Projetos de Inovação, Design Thinking para identificação de problemas, seis soluções de inovação entregues à cidade, redução de 70% no tempo para identificar desafios e rodar ciclos de inovação, e redução de 83% no custo de um MVP em relação a outros empreendimentos da EMPREL (Companhia Municipal do Recife).

Podemos destacar como principais inovações do EITA Recife:

  • Utilizar técnicas ágeis para implementar uma política pública de inovação aberta. Para isso, utilizamos os oito passos de John Kotter para gestão de mudança e cultura.
  • Usamos o CANVA de organizações exponenciais para transmitir claramente a visão de mudança.
  • Outra ideia-chave foi o método de Design Thinking instanciado para identificar desafios públicos, incluindo a criação inédita de CANVA do desafio público.
  • A forma de contratar soluções inovadoras, realizando um edital diferente, disruptivo e inédito no país (sendo a primeira cidade do Brasil a assinar seis contratos de inovação de uma só vez) utilizando o marco legal das startups.
  • A criação de um Living Labs, os nossos EITA Labs, como espaço de experimentação urbana (sandbox regulatório).
  • Primeiro hub de Living Labs do país junto com Foz do Iguaçu.
  • E por fim, o modelo EMPREL de parcerias estratégicas com os produtos gerados, gerando e fomentando novos negócios.

Podemos destacar os parceiros do primeiro ciclo de inovação: Porto Digital, PTI, ENAP, Ikone, CAF e Impact Hub Brasília. A Ikone nos ajudou com a plataforma de desafios e outros a conectar outros ambientes de inovação para registro de desafios. Além desses parceiros, podemos destacar Foz do Iguaçu e o PTI, onde assinamos um termo de cooperação técnica e assim nasceu o primeiro polo de Living Labs do Brasil, EITA Labs e Vila A Inteligente.

Como fazer a diferença

O problema das limitadas políticas de inovação aberta em Recife foi abordado por meio da implementação do EITA! Recife. Este programa alcançou resultados significativos em um curto espaço de tempo, como a assinatura de seis CPSIs, reduzindo o tempo e o custo dos processos de inovação e criando uma cultura de inovação aberta na prefeitura. É claro que investir em inovação aberta pode trazer benefícios econômicos e sociais significativos para a cidade e seus cidadãos. É importante que outras cidades e governos tomem nota do sucesso de programas como o EITA! Recife e consideram a implementação de iniciativas semelhantes em suas próprias comunidades.

Alguns exemplos de lições aprendidas:

  1. Adesão dos colaboradores: seguimos uma teoria de gestão da mudança, os oito passos de John Kotter.
  2. Instrumentos legais: para superar essa barreira, começamos com a criação do Decreto da Estratégia de Transformação Digital. Também publicamos uma política de inovação aberta e o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife.
  3. Captação de recursos: através da gestão das mudanças já citadas acima, conseguimos apadrinhar a alta direção e um destaque orçamentário de cerca de R$ 5 milhões para rodar o primeiro ciclo.
  4. Mobilização do ecossistema: conseguimos montar uma rede de parceiros que foi fundamental para superar essa barreira.
  5. Segurança: Utilizamos o Portal de Dados Abertos para disponibilizar nossos ativos para empresas e startups que participam de qualquer trilha de inovação EITA.
  6. Garantia de confidencialidade: desenvolvemos um termo de confidencialidade que é assinado entre as partes.
  7. Propriedade Intelectual: Desenvolvemos um contrato de copropriedade intelectual.

Veja mais da EITA! Recife aqui .


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(Crédito da imagem: Unsplash)